quinta-feira, 7 de abril de 2011

Cientistas criam microscópio com resolução de 50 nanômetros




Pesquisadores criaram a maior resolução de microscópio óptico auxiliado por grânulos de vidro minúsculos. O microscópio oferece um olhar direto a objetos de apenas 50 bilionésimos de um metro.
A técnica usa “ondas evanescentes”, emitidas muito perto de um objeto. As esferas reúnem essa luz normalmente perdida, e voltam a focá-la, canalizando-a em um microscópio padrão.
Dessa forma, os cientistas podem ver com seus próprios olhos um nível de detalhe que é normalmente restrito a métodos indiretos, tais como a microscopia de força atômica e a microscopia eletrônica de varredura.
Alguns desses métodos indiretos fotografam a uma resolução de um bilionésimo de metro (nanômetro), e até mesmo oferecem vislumbres de uma única molécula. Mas não é a mesma coisa que simplesmente olhar diretamente esse detalhes pelo microscópio.
Usando a luz visível (o tipo que podemos ver) para olhar objetos desta dimensão é, de certa forma, quebrar as regras da luz.
Normalmente, o menor objeto que pode ser visto é definido por uma propriedade física conhecida como limite de difração. As ondas de luz naturais inevitavelmente se “espalham” de tal forma a limitar o grau a que podem ser focadas, ou, equivalentemente, o tamanho do objeto que pode ser trabalhado.
Nas superfícies dos objetos, essas ondas evanescentes são também produzidas. Como o nome indica, ondas evanescentes desaparecem rapidamente com a distância. Mas, fundamentalmente, não estão sujeitas ao limite de difração. Portanto, se puderem ser capturadas, elas mantêm a promessa de resolução muito maior do que os métodos de imagem padrão podem fornecer.
Para por em prática a ideia, os pesquisadores usaram peças de vidro entre dois e nove milionésimos de um metro de diâmetro, posicionadas sobre a superfície de suas amostras.
As peças coletam a luz transmitida através das amostras, recolhendo as ondas evanescentes e centrando-as de tal maneira que uma lente de microscópio padrão poderia pegá-las.
Durante testes, a equipe observou características minúsculas em várias amostras sólidas e até mesmo os sulcos em escala nanométrica de discos Blu-Ray, para mostrar que a abordagem de resolução bate todos os recordes anteriores de microscopia óptica.
Os cientistas acreditam que o método pode ser usado até mesmo para ler vírus individuais. A técnica é uma grande promessa para estudos biológicos, para os quais a ação em nanoescala é importante. Células, bactérias e vírus são normalmente minúsculos.
A tecnologia atual, além de muito demorada, não é muito eficaz. Por exemplo, utilizar microscopia de fluorescência óptica leva dois dias para preparar uma amostra e a taxa de sucesso dessa preparação é de 10 a 20%. Isso demonstra o potencial de ganho através da introdução de um método direto de observação de células. O avanço da tecnologia é muito promissor.



Microscópio Nanometros,  Um microscópio ótico tem como limite físico resolução de 200 nm (nanômetros).
Inventado no século XIX, o tubo de raios catódicos (usado em TVs, monitores, microscópios eletrônicos, etc), foi alvo de pesquisas de muitos cientistas da época.


O tubo de Raios Catódicos, que permitiu o desenvolvimento da Televisão, também permitiu o desenvolvimento do microscópio eletrônico.

O primeiro microscópio eletrônico de transmissão foi desenvolvido pelo físico Ernst Ruska e pelo engenheiro eletrônico Max Knoll 1933.

Na década de 60 o engenheiro eletrônico britânico Charles Oatley desenvolveu o primeiro microscópio eletrônico de varredura, que permite imagens em 3D.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Novas Descobertas que Estimulam A Ciência e Tecnologia

   Recentemente, surgiram a nanociência e a nanotecnologia (N & N), que têm por meta dominar parte, pequena que seja, do virtuosismo da natureza na organização da matéria átomo por átomo, molécula por molécula. Esses dois neologismos derivam de nano, prefixo usado na ciência para designar um bilionésimo. Assim, um nanômetro (símbolo nm) é um bilionésimo de metro. Para termos de comparação, um átomo mede cerca de 2 décimos de um nanômetro e o diâmetro de um fio de cabelo humano mede cerca de 30.000 nanômetros. Assim, a nanociência e a nanotecnologia visam, respectivamente, a compreensão e o controle da matéria na escala nanométrica ou, de forma mais abrangente, desde a escala do átomo até cerca de 100 nanômetros, que coincidentemente é a escala típica de um vírus. Apesar desses desenvolvimentos ainda estarem no seu início, em uma fase exploratória, as possibilidades já parecem quase sem limites e a nanotecnologia promete ser uma grande revolução tecnológica.

  •                               exemplo de dimensões